Vice-prefeita de Campo Grande é alvo de operação da PF por aporte de R$ 1,2 milhão da previdência no Banco Master

  • 25/08/2026
(Foto: Reprodução)
Vice-prefeita de Campo Grande é alvo da PF por aporte de R$ 1,2 milhão no Master A casa e o gabinete da vice-prefeita de Campo Grande e secretária municipal de Assistência Social (SAS), Camilla Nascimento, foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta terça-feira (25). As medidas fazem parte da Operação Presciência, que investiga possíveis irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão de recursos da Previdência municipal no Banco Master. Veja o vídeo acima. Ao g1, o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) que Campo Grande "foi uma das primeiras cidades do Brasil a garantir o ressarcimento de valores aplicados juntos à instituição financeira investigada, evitando qualquer prejuízo aos cofres públicos". Leia o retorno na íntegra mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao todo, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão. A investigação apura a aplicação dos recursos pelo IMPCG em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. A PF investiga a possível prática dos crimes de: Gestão temerária Corrupção passiva Corrupção ativa A operação foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, que também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Vice-prefeita de Campo Grande Camilla Nascimento é alvo de mandado em operação Redes sociais/ Gabi Cenciarelli, g1 MS Como foi a investigação? A operação foi batizada de Presciência e autorizada pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande. A justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de investigados. Segundo a Polícia Federal, a investigação começou a partir de informações de um relatório de auditoria elaborado pelo Ministério da Previdência Social. O documento apontou possíveis irregularidades no processo que levou à decisão de investir R$ 1,2 milhão no banco. A PF afirma que há indícios de que servidores envolvidos na decisão, por ação ou omissão, não teriam seguido procedimentos técnicos e administrativos previstos para esse tipo de investimento. A suspeita é de que as condutas tenham exposto os recursos da Previdência municipal a riscos. 'Valor recuperado' Polícia investiga aplicação de R$ 1,2 milhão da Previdência de Campo Grande no Banco Master Gabi Cenciarelli, g1 MS/ PF Apesar da investigação, o IMPCG conseguiu recuperar, em março deste ano, os R$ 1,2 milhão investidos no Banco Master. O valor havia ficado retido após a liquidação da instituição financeira. Para recuperar o dinheiro, o município entrou com uma ação de compensação de créditos e pediu urgência à Justiça. Segundo as informações divulgadas na época, havia o risco de o valor ficar bloqueado por até três anos. Além de Campo Grande, os municípios de Jateí, Angélica e Fátima do Sul também haviam escolhido o Banco Master para aplicar recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões. Ainda não há informações sobre se os respectivos institutos de previdência conseguiram recuperar os valores investidos. A recuperação do dinheiro, no entanto, não impede a investigação sobre as circunstâncias e os procedimentos adotados para a realização do investimento. Vice presidiu IMPCG Camila Nascimento de Oliveira, odontóloga, presidiu o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) de agosto de 2017 a 2024. Durante o período, também foi membro do Conselho Nacional de Entidades de Saúde dos Servidores Públicos (CONESSP) e recebeu certificação da Secretaria de Previdência do Ministério da Previdência Social para atuar como dirigente de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). O que diz o IMPCG? Leia abaixo a nota do IMPCG na íntegra: "A Prefeitura Municipal acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) e a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), ressaltando que o procedimento faz parte de um contexto de apurações que ocorre em todo o país. Bem como, reafirma que Campo Grande foi uma das primeiras cidades do Brasil a garantir o ressarcimento de valores aplicados juntos à instituição financeira investigada, evitando qualquer prejuízo aos cofres públicos. As aplicações financeiras do IMPCG são executadas em estrita conformidade com a Resolução CMN n. 4.963, de 25 de novembro de 2021, que disciplina os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como de acordo com a Política Anual de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo do IMPCG ao final de cada exercício. O investimento em questão, realizado em abril de 2024, tratou-se da aquisição de Letra Financeira cujo resgate ocorreria exclusivamente na data de vencimento, prevista para abril de 2029. O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025, acarretou na antecipação do vencimento da Letra Financeira, configurando em crédito líquido e certo. Diante disso, à época, o IMPCG prontamente ajuizou ação de compensação de créditos, com pedido de tutela provisória de urgência, perante a 3ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, conseguindo decisão favorável, sendo determinado depósito judicial do valor aplicado, devidamente atualizado, bem como que a instituição financeira se abstivesse de realizar cobranças, promover negativações ou adotar quaisquer medidas constritivas relativas a contratos de empréstimo consignado. A Prefeitura segue prestando todos os esclarecimentos e informações necessárias". Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/25/vice-prefeita-de-campo-grande-e-alvo-de-mandados-de-operacao-da-pf-que-apura-aplicacao-milionaria-no-banco-master.ghtml


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