Presidente de hospital é preso pela 2ª vez em operação que investiga desvio de R$ 18 milhões em MS

  • 07/10/2026
(Foto: Reprodução)
MPMS deflagra a segunda fase da Operação Dirty Pix O presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Meeuwis Breure, e mais duas pessoas foram presas nesta quarta-feira (7), durante a segunda fase da Operação Dirty Pix. A investigação apura um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado cerca de R$ 18 milhões em Sidrolândia (MS). Jacob já havia sido preso na primeira fase da operação. Primeria fase: Operação mira grupo suspeito de desviar mais de R$ 5 milhões de dinheiro público de hospital Ao g1, o advogado de Jacob, Wellison Muchiutti Hernandes afirmou que o cliente vai colaborar com as investigações. “Ele disse que vai colaborar com tudo que tem que ser feito. Aquilo que consta ali e que for verdade, ele vai confirmar. O que não for, vai ser comprovado”, afirmou. A ação é realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e cumpre 25 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo o MP, o esquema atingiu recursos destinados à compra de equipamentos e materiais para o hospital, uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel e obras de reforma. Os convênios envolvidos somam mais de R$ 18 milhões. O valor de R$ 18 milhões não corresponde, necessariamente, ao total que teria sido desviado. É a soma dos recursos dos convênios que, segundo a investigação, foram atingidos pelo esquema. Os mandados são cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Em Sidrolândia, equipes estiveram no hospital, em casas e empresas nesta manhã. Presidente foi alvo de prisão e de buscas em Sidrolândia Sidrolândia em Foco Como funcionava o esquema Segundo o MP, eram elaborados planos de trabalho com informações falsas e valores superfaturados, ou seja, acima do que os bens e serviços deveriam custar. A investigação também aponta que as contratações eram direcionadas a empresas previamente alinhadas ao grupo investigado. Depois que o dinheiro público entrava nas contas da entidade responsável pelo hospital, parte dos valores era desviada do que estava previsto nos convênios. O dinheiro passava, então, por uma sequência de transferências. Segundo o Ministério Público, foram identificados repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas usadas na movimentação dos recursos. O MP afirma ainda que as provas reunidas durante a investigação apontam que o grupo usou poder financeiro para tentar atrapalhar as apurações. Por que Dirty Pix? O nome Dirty Pix significa “pix sujo”. Segundo o Ministério Público, a expressão faz referência às transferências financeiras que teriam sido usadas para movimentar o dinheiro do esquema investigado. A operação desta quarta-feira é a segunda fase da investigação. O g1 também procurou o Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, que informou ainda não ter um posicionamento oficial sobre a operação. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) também foram procuradas. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/10/07/operacao-investiga-desvios-em-r-18-milhoes-destinados-a-hospital-de-ms-3-sao-presos.ghtml


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