Pitbulls soltos aterrorizam bairro em Campo Grande: 'Não sabemos quando vai ser o próximo ataque'
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Ataques de pitbulls no Riviera Park
Moradores do bairro Vieira Park, em Campo Grande, dizem viver com medo após ataques de pitbulls soltos nas ruas da região. Segundo relatos, os cães já teriam matado 7 cachorros e também correram atrás de adultos e crianças. O caso mais recente foi a morte de um cão chamado “Neguim”. Veja o vídeo acima.
Segundo moradores do bairro, o primeiro ataque ocorreu em março de 2025. Desde então, os episódios não acabaram. Uma moradora, que preferiu não ser identificada, contou ao g1 que a situação começou a gerar medo no bairro após os primeiros ataques.
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A moradora relata que os cães passaram a circular com frequência pela região e os moradores não sabem exatamente quem são os tutores dos animais. Segundo ela, no início, os ataques eram direcionados principalmente a outros cachorros, mas a situação teria piorado com o tempo.
“Graças a Deus nunca pegaram uma criança. Mas eles já correram atrás de mim, do meu filho e da minha filha. A gente conseguiu entrar em casa a tempo”, contou.
A moradora afirma que os animais circulam por diferentes ruas do bairro, o que aumenta a insegurança de quem vive na região.
Bairro abandonado e sensação de insegurança
Ela também diz que o bairro enfrenta problemas de abandono, com mato alto e lama, o que dificulta a circulação e agrava a sensação de insegurança.
Segundo o relato, os moradores acreditam que os cães possam estar em situação de maus-tratos, o que facilitaria as fugas frequentes. A moradora também critica a falta de resposta rápida das autoridades, dizendo que os pedidos de ajuda não têm resultado em ações efetivas até o momento.
O g1 entrou em contato com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) e com a Polícia Militar Ambiental (PMA), mas não obteve respostas até a última atualização da reportagem.
🚫 Crime e cuidados
Maus-tratos, abuso e violência contra animais são crimes previstos por lei. A pena para quem praticar o crime contra cães ou gatos é de prisão, de dois a cinco anos, multa e perda da guarda do animal.
Se estiver andando na rua e avistar um animal que pode ser agressivo, o ideal é sair de perto (caso esteja em uma distância segura) ou, se estiver já perto do cachorro, deve parar de andar (congelar), pois o animal tende a sentir menos interesse por algo que não se mexe.
Correr não é uma boa alternativa. Especialistas alegam que só se deve correr se tiver a certeza de que vai conseguir escapar. Do contrário, o animal pode ter um estímulo ainda maior para o ataque ao ver a pessoa correndo.
Se a pessoa ou animal já estiver sendo atacado, não se deve tentar puxar o cachorro que estiver cometendo o ataque, pois ele estará com a mandíbula atracada no corpo da vítima e, ao puxar o cão, pode ferir ainda mais a vítima, pelo risco de rasgar a carne da pessoa.
A asfixia - com cinto ou colocando um pedaço de madeira puxando o cão por dentro da coleira - ou então o ato de erguer a parte traseira do cão a partir da barriga, para que ele perca o equilíbrio, são consideradas alternativas mais seguras para conter o ataque.
Outra possibilidade é jogar água no cachorro. Se tiver uma mangueira por perto, vale jogar água na direção da boca para que ele pare de morder e se preocupe em recuperar o ar.
Como denunciar?
Em caso de descumprimento da lei da focinheira, qualquer pessoa pode fazer um registro de ocorrência na Polícia Civil ou na Guarda Municipal. Há ainda a possibilidade de busca auxílio em uma delegacia.
Mesmo que não haja ataque, é importante denunciar um animal agressivo para que o dono seja responsabilizado de forma civil ou criminal no futuro.
Pitbulls soltos causam pânico no Vieira Park e população denuncia abandono do bairro
Divulgação
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