Operação mira esquema de R$ 27 milhões em compras de livros com verba da saúde em MS

  • 07/07/2026
(Foto: Reprodução)
Operação foi realizada nesta terça-feira (7). Gaeco/MPMS O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS) cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (7). A operação "Gutenberg" foi realizada em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). Segundo o Ministério Público, a investigação identificou uma organização criminosa que atuava em crimes contra a administração pública, como fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos. O grupo teria base em Campo Grande e atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, com empresários apontados como responsáveis por coordenar o esquema. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Conforme apuração da TV Morena, entre os alvos da operação estão: Ed Carlos Burgatti, servidor da área de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES); Rossana Paroschi Jafar, sócia-administradora de uma gráfica de Campo Grande; Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul (MS) e atual assessor político do deputado Jamilson Name, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Em nota, o deputado Jamilson Name afirmou que não tem relação com os fatos investigados pelo MPMS e informou que Júnior é servidor da Polícia Civil, cedido pelo governo do Estado para atuar em seu gabinete, onde exerce funções administrativas. Veja nota na íntegra ao final da reportagem. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia localizado as defesas dos investigados. O governo do estado, responsável pela SES, informou que prestou apoio à operação e determinou as exonerações dos servidores envolvidos (leia a nota na íntegra mais abaixo). Esquema movimentou mais de R$ 27 milhões Agora no g1 Conforme a investigação, o grupo contava com a participação de servidores públicos para fraudar e direcionar compras públicas por meio da contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos. Ainda segundo o MPMS, os contratos investigados somam mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. O dinheiro, conforme a apuração, era distribuído entre integrantes da organização, servidores envolvidos e pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos valores. As investigações também apontam que servidores da área da saúde teriam condicionado a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à compra de livros comercializados pelo grupo. Segundo o Ministério Público, a organização continuava em atividade e mantinha contratos ativos em vários municípios. A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O nome da operação, "Gutenberg", faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros. Conforme o MPMS, a escolha faz alusão ao uso dos livros como instrumento para dar aparência de legalidade ao esquema investigado. Notas na íntegra "Em relação à operação deflagrada nesta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o deputado estadual Jamilson Name esclarece que não possui qualquer relação com os fatos apurados pelo Ministério Público. O deputado esclarece ainda que Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior não exerce a função de chefe de gabinete, conforme divulgado por alguns veículos de comunicação. Atualmente, ele é servidor da Polícia Civil cedido para atuar no gabinete parlamentar, exercendo funções administrativas. Jamilson Name reafirma seu absoluto respeito às instituições, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, e entende que as investigações devem transcorrer com serenidade, responsabilidade e observância ao devido processo legal. Da mesma forma, manifesta sua confiança de que Júnior Vasconcelos terá assegurados todos os seus direitos constitucionais, especialmente a ampla defesa e o contraditório, preservandose a presunção de inocência, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. O deputado acredita que todos os esclarecimentos necessários serão prestados às autoridades competentes e confia que a verdade dos fatos prevalecerá. Por fim, o deputado Jamilson Name permanece dedicado ao exercício de seu mandato parlamentar, trabalhando em defesa da população sul-mato-grossense com responsabilidade, transparência e respeito às instituições." O governo estadual se manifestou em nota. Leia a íntegra: "O governo de Mato Grosso do Sul informa que, por meio de suas forças de segurança, apoiou a operação deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Gaeco, que apura a existência e atuação de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública. A gestão estadual mantém contínuas ações de compliance e transparência, e como padrão de conduta em todos os casos sob investigação já determinou o afastamento e/ou a exoneração dos servidores envolvidos. Por meio da Secretaria de Estado de Saúde, e também da Controladoria-Geral do Estado, além de acompanhar as diligências policiais também instaurou, simultaneamente, auditoria dos procedimentos sob tutela do Executivo, com irrestrito compromisso de lisura e integridade com administração pública". Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/07/07/operacao-mira-esquema-de-r-27-milhoes-em-compras-de-livros-com-verba-da-saude-em-ms.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes