Número de famílias endividadas cresce e atinge 68,6% em Campo Grande
16/01/2026
(Foto: Reprodução) Comércio de Campo Grande.
Fecomércio/MS
Campo Grande terminou 2025 com aumento no endividamento das famílias. O dado considera dívidas parceladas, como cartão de crédito, carnês e financiamentos, conceito diferente da inadimplência, que se refere a contas em atraso.
As informações são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS.
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Em dezembro de 2025, 68,6% das famílias da capital estavam endividadas. No mesmo mês de 2024, esse percentual era de 65%. O resultado indica aumento no número de compromissos parcelados, como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, prestações de veículos e seguros. Em números absolutos, são 226.248 famílias endividadas em Campo Grande.
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Já os dados sobre inadimplência tiveram variação. A proporção de famílias com contas em atraso caiu de 30,3% para 29,4% no período analisado. Em contrapartida, cresceu o percentual de famílias que dizem não ter condições de pagar as dívidas em atraso, que passou de 12,5% para 13,7% em dezembro de 2025.
Diferenças no endividamento por faixa de renda
A pesquisa aponta que o tipo de dívida muda conforme a renda familiar. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, há maior presença de dívidas em carnês, ligadas ao parcelamento direto no comércio.
Nesse grupo, 21,7% das famílias endividadas têm dívidas em carnês. Entre as famílias com renda acima de 10 salários mínimos, esse percentual é de 12,5%. O dado mostra que famílias de menor renda usam com mais frequência esse tipo de parcelamento.
Entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o endividamento aparece mais ligado a financiamentos de maior valor, como veículos. Nessa faixa, 19,6% das famílias têm esse tipo de dívida, contra 9,1% entre aquelas com renda de até 10 salários mínimos.
O cartão de crédito é o principal tipo de dívida em todas as faixas de renda. Ele aparece em 69,6% das famílias com renda acima de 10 salários mínimos e em 65,9% das famílias com renda de até 10 salários mínimos, mantendo-se como o instrumento mais comum no orçamento doméstico.
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