MP cumpre mandado contra investigado que movimentava valores mesmo durante prisão preventiva

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Equipes do Ministério Público durante cumprimento de mandado na operação Tromper em MS MPMS O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realiza nesta quinta-feira (26), a Operação Camuflagem em Sidrolândia (MS), como desdobramento das investigações da Operação Tromper. Segundo o MP, a nova fase da investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O nome 'Camuflagem' faz referência à tentativa de esconder a verdadeira origem do dinheiro, usando terceiros para movimentar valores e ocultar bens. A ação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio da 3ª Promotoria de Justiça do município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com as investigações, um dos integrantes de uma organização criminosa já investigada estaria utilizando uma rede de apoio formada por pessoas físicas e empresas para esconder patrimônio e tentar driblar decisões da Justiça, como bloqueio de bens e contas. Ainda conforme o Ministério Público, o esquema incluía o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de comparsas e pessoas interpostas para fazer pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de familiares. Parte dessas movimentações teria ocorrido inclusive durante o período em que ele estava preso preventivamente. LEIA MAIS: MP mira grupo suspeito de fraudar R$ 20 milhões em licitações e faz buscas em casa de ex-vereador de Campo Grande Operação Tromper: Justiça autoriza retirada de tornozeleira de ex-vereador Claudinho Serra em MS Justiça de MS condena sete alvos da Operação Tromper por fraudes de R$ 20 milhões em licitações Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. As ordens foram expedidas pelo Poder Judiciário após pedido do Ministério Público. A Operação Camuflagem é mais uma etapa do trabalho de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro em Sidrolândia, segundo o MPMS. Operação Tromper Quarta fase da Operação Tromper As investigações, iniciadas em 2023, revelaram a atuação de uma organização criminosa que fraudava processos licitatórios ao simular concorrência entre empresas de fachada. Para isso, os envolvidos utilizavam documentos falsificados e contratos previamente direcionados. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo firmou contratos públicos que somam mais de R$ 20 milhões. A 1ª fase da Operação Tromper foi deflagrada em maio de 2023 para investigar um esquema de corrupção em Sidrolândia (MS). A apuração revelou uma suposta rede de: Peculato (desvio de dinheiro público) Falsidade ideológica Fraude em licitações Associação criminosa Sonegação fiscal Já a 2ª fase, em julho de 2023, resultou em quatro prisões e cinco mandados de busca e apreensão. De acordo com o MPMS, foi identificado um acordo entre empresas e agentes públicos para fraudar licitações e desviar recursos públicos, com pagamento de propina em troca de informações privilegiadas da administração. O processo foi desmembrado, e os investigados que firmaram acordos de delação premiada passaram a responder em ações separadas. Sete dos 23 investigados pela Operação Tromper foram condenados à prisão e ao ressarcimento dos cofres públicos. A decisão, proferida no último dia 8 de agosto pelo juiz Bruce Henrique Bueno, da 1ª Vara Criminal de Sidrolândia (MS), é resultado de uma ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). De acordo com a denúncia, os réus integravam um esquema de fraudes em licitações no município. Apesar da condenação, a decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Condenados e penas Confira abaixo os sete réus condenados nesta fase da operação: Ueverton da Silva Macedo (empresário, apontado como chefe do esquema): pena de 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão, sendo 19 anos, 5 meses e 8 dias de reclusão a serem cumpridos primeiro, e 18 anos e 5 meses de detenção em seguida, além de 140 dias-multa. Regime inicial: fechado. Ricardo José Rocamora Alves (empresário): pena de 28 anos, 3 meses e 20 dias de prisão, sendo 17 anos, 3 meses de reclusão, seguidos por 11 anos de detenção, além de 112 dias-multa. Regime inicial: fechado. Roberto da Conceição Valençuela (empresário): pena de 11 anos e 6 meses de prisão, sendo 7 anos e 6 meses de reclusão, seguidos de 4 anos de detenção, além de 41 dias-multa. Regime inicial: fechado. Odinei Romeiro de Oliveira (empresário): pena de 4 anos, 9 meses e 18 dias de detenção, além de 24 dias-multa. Regime inicial: semiaberto. Flávio Trajano Aquino dos Santos (empresário): pena de 8 anos e 4 meses de reclusão, além de 20 dias-multa. Regime inicial: fechado. Evertom Luiz de Souza Luscero (empresário): pena de 15 anos e 9 meses de prisão, sendo 13 anos e 5 meses de reclusão, seguidos de 2 anos e 4 meses de detenção, além de 45 dias-multa. Regime inicial: fechado. César Augusto dos Santos (servidor público): pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 26 dias-multa. Regime inicial: semiaberto. Além das penas de prisão, o juiz determinou o ressarcimento de R$ 350 mil aos cofres públicos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/02/26/mp-cumpre-mandado-contra-investigado-que-movimentava-valores-mesmo-durante-prisao-preventiva.ghtml


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