Justiça mantém prisão de Rudi Fiorese e outros 6 investigados por suposto desvio de R$ 113 milhões em Campo Grande

  • 13/05/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça mantém prisão de alvos da operação Buraco Sem Fim Os sete investigados presos durante a operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), passaram por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (13), em Campo Grande. Após as audiências, a Justiça decidiu manter a prisão de todos os envolvidos. Os suspeitos chegaram ao Fórum de Campo Grande antes das 7h, escoltados em uma van. A audiência de custódia é um procedimento previsto em lei para que a Justiça avalie as circunstâncias das prisões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Quem são os investigados presos Todos os sete investigados na Operação 'Buraco Sem Fim' continuarão presos preventivamente. Eduardo Almeida/ TV Morena Entre os alvos da operação está Edvaldo Aquino, que atuava como coordenador do serviço de tapa-buracos da Capital. Ele foi preso em casa e exonerado da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) na terça-feira (12). Também foi preso Mehdi Talayeh, engenheiro que ocupava cargo na Sisep. Ele também acabou exonerado após a operação. Outro investigado é o ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese, que atualmente ocupava a presidência da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul). Ele foi preso na terça-feira e exonerado do cargo pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. Além deles, também tiveram mandados de prisão cumpridos: Fernando de Souza Oliveira, servidor licenciado da Sisep; Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, ex-servidor da Sisep; o empresário Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, dono de uma construtora; e o filho dele, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa. Segundo um dos advogados que acompanhou as audiências, todos os sete investigados continuarão presos preventivamente. A defesa de Rudi Fiorese afirmou que a prisão preventiva é “desarrazoada” e disse que a medida não condiz com a trajetória do ex-diretor da Agesul. Os advogados também alegaram que, mais de 24 horas após a operação, ainda não tiveram acesso aos autos do processo, o que, segundo a defesa, compromete o direito à ampla defesa e dificulta o questionamento judicial da prisão. A defesa informou ainda que irá buscar a liberdade de Fiorese pelos meios legais. O que investiga a operação De acordo com o Ministério Público, a investigação apura um suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção de vias pavimentadas e tapa-buracos em Campo Grande entre os anos de 2018 e 2025. Conforme o MPMS, o grupo teria fraudado medições para receber pagamentos por serviços que não eram executados ou que eram feitos apenas parcialmente. Ainda segundo a investigação, a empresa alvo da operação recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos no período investigado. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores encontraram R$ 429 mil em dinheiro vivo nas casas dos suspeitos. Investigados já haviam sido alvo de outra operação Parte dos investigados já havia sido alvo da operação “Cascalhos de Areia”, realizada em 2023. Na época, o Ministério Público investigava um suposto esquema de fraude em licitações e contratos ligados à manutenção de vias não pavimentadas da Capital. Segundo as investigações daquela operação, empresas específicas venceriam licitações em sistema de rodízio e, depois, servidores públicos da Sisep receberiam propina para superfaturar contratos. Na ocasião, Rudi Fiorese, Mehdi Talayeh e Edvaldo Aquino também foram investigados. Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que os contratos investigados são referentes à manutenção de vias pavimentadas firmados desde 2017, em gestão anterior. Já o Ministério Público afirma que as apurações envolvem contratos e aditivos assinados entre 2018 e 2025. Já a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog) informou que o governo estadual não é alvo da investigação e que Rudi Fiorese é investigado por fatos relacionados ao período em que atuou na prefeitura. "A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. O diretor-presidente da Agesul figura por sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe. A Seilog, comprometida com lisura e transparência na administração pública, acompanha o desenrolar da investigação, e já tomou as providências necessárias, com exoneração do servidor". Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/05/13/justica-mantem-prisao-de-rudi-fiorese-e-outros-6-investigados-por-suposto-desvio-de-r-113-milhoes-em-campo-grande.ghtml


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