Justiça afasta servidoras que teriam triplicado salários com documentos falsos em MS

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Camara de Vereadores de Paranaíba (MS) Reprodução A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o afastamento cautelar de duas servidoras da Câmara Municipal de Paranaíba, suspeitas de desviar quase R$ 191 mil dos cofres públicos. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e prevê o afastamento das funcionárias por 180 dias. Segundo o MPMS, as servidoras teriam usado os cargos que ocupavam para cometer fraudes entre os anos de 2022 e 2023, incluindo a falsificação de assinaturas em documentos oficiais da Câmara. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O que diz a investigação De acordo com a denúncia, as funcionárias falsificaram requerimentos de aumento salarial, decisões administrativas e portarias internas. Com isso, os salários das duas teriam sido aumentados de forma ilegal. Antes das fraudes, cada uma recebia salário-base de R$ 3.095,17. Após as alterações irregulares, os vencimentos passaram para R$ 9.285,51, um aumento de cerca de 200%. Os valores foram pagos entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023. Em março de 2023, os pagamentos foram suspensos após a abertura de uma sindicância interna na Câmara. Durante esse período de 13 meses, cada servidora recebeu R$ 80.474,42 de forma indevida. Somados, os prejuízos ultrapassam R$ 160 mil apenas com os aumentos salariais irregulares. Outras irregularidades apontadas Além do desvio em conjunto, o MPMS atribui a uma das servidoras a falsificação de um ofício com a assinatura do então presidente da Câmara Municipal. Ela também é acusada de manipular o sistema interno para converter férias de forma irregular, o que teria causado um prejuízo adicional de R$ 30.027,54. Com isso, o valor total do prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 190.976,38. Além do afastamento, a decisão judicial determina que as servidoras: não tenham acesso às dependências da Câmara; fiquem proibidas de usar os sistemas informatizados do Legislativo; não mantenham contato com outros servidores públicos ou testemunhas ligadas ao processo. Mesmo afastadas, as duas continuarão recebendo apenas o salário-base, conforme determinação da Justiça. O juiz também ordenou que a Presidência da Câmara de Paranaíba instaure um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos internamente. O processo criminal segue em andamento e agora aguarda a apresentação da defesa prévia das rés, que têm prazo de 15 dias após a notificação. O sigilo do processo foi retirado para garantir transparência na apuração do uso irregular de recursos públicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/02/06/justica-afasta-servidoras-que-teriam-triplicado-salarios-com-documentos-falsos-em-ms.ghtml


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