Justiça aceita denúncia e torna réus 17 investigados por fraude na venda de livros em MS

  • 03/08/2026
(Foto: Reprodução)
Conheça o 'Clã Jafar', a família suspeita em esquema de R$ 27 milhões em MS A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e tornou réus os 17 investigados na Operação Gutenberg. A decisão marca uma nova etapa da investigação, que apura um suposto esquema de fraudes na venda de livros paradidáticos para prefeituras do Estado. Segundo o MPMS, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa que teria movimentado cerca de R$ 27 milhões. De acordo com a investigação, o esquema usava a estrutura da regulação da saúde pública para influenciar gestores municipais durante negociações de contratos para compra de livros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Com o recebimento da denúncia, todos os investigados passam a responder formalmente a uma ação penal. Nesta fase, eles terão direito à ampla defesa e ao contraditório, enquanto a Justiça analisa as provas apresentadas pelo Ministério Público. ➡️ Segundo o Ministério Público, vagas em hospitais e a realização de cirurgias eram condicionadas à compra de livros da Editora Avante. Conforme a investigação, os suspeitos usavam regulação de vagas, exames e cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul para pressionar prefeitos a comprar livros da empresa investigada. A operação indicou que acesso aos serviços de saúde era usado como "moeda de troca" nas negociações. Operação Gutenberg Da direita para a esquerda Gabriel Taquino de Paula , Paulo e Douglas de Melo, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, na fileira de cima. Ed Carlo Britto Burgatt, Olívia Jafar e Rossana Paroschi Jafar na fileira de baixo. Redes Sociais A operação foi deflagrada no início de julho e investiga suspeitas de fraude em licitações, corrupção e organização criminosa. Conforme o MPMS, o grupo teria manipulado processos de contratação de materiais paradidáticos em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul. Na denúncia, o Ministério Público aponta que servidores públicos e empresários teriam atuado em conjunto para favorecer empresas nas contratações. A investigação também apura o suposto uso da regulação de vagas e atendimentos na saúde como forma de pressionar ou influenciar prefeitos e gestores municipais durante as negociações. Os réus negam as irregularidades ou terão oportunidade de apresentar defesa ao longo da ação penal. O processo seguirá com a produção de provas, depoimentos e demais etapas previstas pela Justiça antes de uma eventual sentença. Segundo o MPMS, a empresária Rossana Jafar é apontada como uma das chefes do esquema e a verdadeira proprietária da Editora Avante, empresa que, segundo a investigação, foi beneficiada pelas supostas fraudes. Ela foi presa durante a operação junto com os três filhos, Olívia, Felipe e Giovanni. As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o órgão, a Coordenadoria de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) teria sido usada para pressionar prefeitos a fechar contratos com a editora. De acordo com a denúncia, vagas em hospitais e exames eram oferecidos como forma de pressionar prefeitos a assinar contratos para a compra de livros paradidáticos. Outro investigado apontado pelo MPMS como um dos chefes do esquema é Heyder Bartz. Ele teve a prisão decretada pela Justiça e continua foragido. As defesas dos envolvidos negam qualquer irregularidade e afirmam que não houve fraude nas contratações investigadas. Crimes que os denunciados devem responder: Rossana Paroschi Jafar — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Rhayane Souza Fanaia — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Giovanni Paroschi Jafar — organização criminosa e lavagem de dinheiro. Olívia Paroschi Jafar — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Felipe Paroschi Jafar — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Heyder Bartz — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Francisco Anízio dos Santos — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Ed Carlo Britto Burgatt — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Jessyca Duarte Burgatt — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Gabriel Taquino de Paula — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Paulo Rogério de Melo — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Douglas Henrique Melo — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Matheus Oliveira Peixoto — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Joatan Gomes Peixoto — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior — organização criminosa e lavagem de dinheiro; Valesca Thais Albuquerque Teixeira — organização criminosa e lavagem de dinheiro. RELEMBRE - Durante a operação realizada na terça-feira em 7 de julho, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi às ruas para cumprir 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 15 pessoas foram presas em Campo Grande, Dourados e em uma cidade de Goiás. Um investigado continua foragido. Os agentes também apreenderam mais de R$ 70 mil em dinheiro vivo e cheques já preenchidos. 🔎 O grupo é apontado como uma sucessão familiar do esquema investigado anteriormente na Operação Lama Asfáltica, mantendo modelos similares de atuação sob o comando de Rossana Paroschi Jafar. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/03/justica-aceita-denuncia-e-torna-reus-17-investigados-por-fraude-na-venda-de-livros-em-ms.ghtml


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