Jornalista é condenado a 11 anos de prisão por estupro de criança em Campo Grande
15/04/2026
(Foto: Reprodução) Jornalista Renan Lopes Gonzaga foi condenado a 11 anos de prisão e 16 dias-multa.
Reprodução
A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o jornalista Renan Lopes Gonzaga a 11 anos de prisão e 16 dias-multa pelo estupro de um menino de 11 anos. O caso aconteceu em setembro de 2025, em Campo Grande.
A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. O réu também foi absolvido da acusação de fornecer bebida alcoólica a menor. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (15).
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Renan está preso em uma penitenciária da capital desde a audiência de custódia, realizada em 4 de setembro do ano passado.
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A defesa, representada pelo advogado Cristiano Alves, informou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça e que não existem provas suficientes para a sentença.
“Em que pese a palavra da vítima nesse tipo de crime ter grande relevância, ela deve ser corroborada por outros meios de provas, o que não ocorreu nesse processo. Nós temos um depoimento da suposta vítima muito frágil, uma única fala. […] Existem várias contradições no depoimento da suposta vítima e o magistrado, ao ver da defesa, não poderia embasar uma condenação exclusivamente com base no depoimento da suposta vítima.”, alegou a defesa.
Entenda o caso
Segundo a mãe do menino, ele participou de uma atividade de atletismo em uma escola municipal no bairro Jardim Noroeste, entre 13h30 e 14h30 do dia 3 de setembro, e voltou para casa. Depois, trocou de roupa e saiu novamente sem avisar para onde iria. A partir desse momento, não foi mais visto.
Familiares relataram que o menino comentou com colegas que iria cortar o cabelo na casa de uma tia. A mãe também tentou contato com o salão que ele costumava frequentar, localizado próximo à residência, mas não conseguiu confirmar se ele esteve no local.
Após registrar o desaparecimento na Polícia Civil, a mãe recebeu uma ligação de um vizinho informando que o menino havia chegado em casa em um carro de aplicativo. Ao conversar com o filho, ele contou que passou a noite no apartamento de um conhecido de um amigo, desde as 21h do dia anterior.
No local, segundo a polícia, houve consumo de bebidas alcoólicas e energéticos, além de música. O jornalista também “praticou atos libidinosos com ele”.
Depois do relato, a mãe procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol para denunciar o caso. Em seguida, o delegado e um investigador acompanharam a mãe e o menino até a casa do suspeito, que foi levado para a delegacia.
No imóvel, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como notebooks, tablets, celulares e câmeras de vigilância, que foram encaminhados para perícia. Em depoimento, o menino confirmou os abusos e disse que o suspeito costumava atrair crianças para a residência.
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