Fiscalização surpresa aponta falhas em usina de asfalto responsável por tapa-buracos em Campo Grande
04/11/2026
(Foto: Reprodução) Fiscalização surpresa aponta falhas em usina de asfalto responsável por tapa-buracos em Campo Grande
Silvia Constantino
Uma fiscalização surpresa do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) identificou, nesta quarta-feira (4), falhas no controle de pesagem dos caminhões de uma usina que produz asfalto para os serviços de tapa-buracos em Campo Grande. A vistoria busca verificar a qualidade do material e a durabilidade dos reparos nas ruas da cidade.
A vistoria ocorreu na usina de asfalto do Consórcio Central e levaram em conta as reclamações da população sobre os reparos nas ruas da Capital. A fiscalização contou com a presença do conselheiro Osmar Jeronymo e de auditores do Tribunal.
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Durante a fiscalização, os auditores constataram que a usina não possui balança própria e utiliza o equipamento de uma empresa vizinha. Com isso, os caminhões não são pesados no local, o que dificulta o controle da quantidade de asfalto transportado.
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Segundo os auditores, a pesagem dos caminhões é importante para controlar a quantidade de asfalto produzida e fornecida. A fiscalização também vai verificar se o material usado nos tapa-buracos atende aos padrões de qualidade necessários para garantir a durabilidade dos reparos.
Segundo João Alfredo Carneiro, chefe da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente (DFEAMA), a qualidade do asfalto influencia diretamente na durabilidade dos reparos.
Durante a vistoria, foram coletadas amostras das matérias-primas e do asfalto pronto para análise em laboratório. Os testes vão verificar se o material atende aos padrões de qualidade exigidos.
Os auditores também vão verificar se a usina consegue produzir asfalto suficiente para atender à demanda diária dos serviços contratados pela Prefeitura de Campo Grande.
A fiscalização também será realizada nas ruas, onde os auditores vão acompanhar a preparação dos buracos, a aplicação do asfalto e a compactação do material, etapa que ajuda a garantir a resistência dos reparos.
Segundo o conselheiro Osmar Jeronymo, a fiscalização busca identificar problemas que possam comprometer a qualidade dos reparos.
Após as análises, os auditores vão elaborar um relatório com os resultados da fiscalização.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que o contrato com o Consórcio Central não exige que a empresa tenha uma balança própria para pesar o asfalto fornecido ao município.
Segundo a prefeitura, o contrato exige comprovantes de pesagem emitidos por balanças verificadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
A prefeitura também informou que confere os comprovantes para verificar a quantidade de asfalto entregue. Os pagamentos são feitos conforme o peso do material fornecido.
O município afirmou ainda que vai acompanhar os resultados da fiscalização e prestar os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas. Veja abaixo a nota na íntegra:
"A Prefeitura de Campo Grande esclarece que o contrato firmado com o Consórcio Central não estabelece a obrigatoriedade de que a balança utilizada para a pesagem da massa asfáltica pertença à própria empresa fornecedora. O instrumento contratual prevê a apresentação de comprovantes de pesagem emitidos por equipamento devidamente aferido pelo Inmetro.
A administração municipal realiza o controle das quantidades fornecidas por meio da conferência dos comprovantes apresentados nas medições contratuais, sendo os pagamentos efetuados conforme o peso do material comprovadamente entregue.
Quanto à fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a Prefeitura acompanhará os apontamentos feitos pelo órgão e prestará os esclarecimentos e as informações que forem solicitadas".
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