Filho doa medula para salvar mãe com câncer agressivo: 'Nova chance de viver'

  • 09/05/2026
(Foto: Reprodução)
Nilvana Aurieme ao lado do filho Matheus Viana. Arquivo Pessoal Há um ano, a servidora pública Nilvana Aurieme, de 51 anos, ouviu uma notícia que mudou completamente a rotina da família: ela tinha Leucemia Mieloide Aguda, um tipo agressivo da doença e resistente à quimioterapia. Internada às pressas e diante de um tratamento difícil, a moradora de Campo Grande descobriu que sua única chance de sobreviver seria um transplante de medula óssea. A esperança veio de onde ela menos imaginava: do próprio filho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 🔎A leucemia é um câncer que nasce na medula óssea, tecido gelatinoso dentro dos ossos responsável pela produção das células sanguíneas. Quando ocorre uma mutação, as células doentes passam a se multiplicar de forma desordenada e substituem as saudáveis. A leucemia mieloide afeta células precursoras que dariam origem a glóbulos vermelhos, plaquetas e a alguns tipos de glóbulos brancos. Filho salvou mãe de câncer Foi Matheus Viana, de 27 anos, quem apareceu como compatível para a doação. Em outubro de 2025, mãe e filho viajaram juntos para o Rio de Janeiro, onde o transplante foi realizado no Hospital Casa Premium. Meses depois, Nilvana comemora a recuperação e se prepara para viver um Dia das Mães que, segundo ela, jamais terá o mesmo significado. “Quando soube que meu filho poderia ser meu doador, senti que estava recebendo uma nova chance de viver. É um amor que não cabe em palavras”, conta emocionada. Especialista fala sobre os principais sinais da Leucemia Casada há 22 anos com Orimar Aurieme e mãe de quatro filhos, Nilvana diz que o diagnóstico trouxe medo, insegurança e muitas incertezas. Logo após descobrir a doença, ela ficou 47 dias internada para iniciar o tratamento. Pela primeira vez em mais de duas décadas como funcionária pública em Campo Grande, precisou se afastar do trabalho por um longo período. “Era a única chance de cura que eu tinha. E no processo do transplante também foi bem difícil. Muitas vezes achei que não ia resistir”, relembra. 'Foi a coisa mais importante que já fiz' Antes do transplante, os médicos buscaram um doador totalmente compatível entre os irmãos de Nilvana, mas nenhum apresentou compatibilidade. A alternativa foi um transplante haploidêntico, modalidade em que pais e filhos podem ser parcialmente compatíveis. Quando descobriu que poderia doar a medula para a mãe, Matheus não hesitou. “Ela sempre fez tudo por mim. Poder retribuir dessa forma foi a coisa mais importante que já fiz na vida”, afirma. O procedimento foi realizado sob acompanhamento do hematologista Luis Fernando Bouzas. Antes da cirurgia, Nilvana passou por um protocolo intenso, com quimioterapia e medicamentos para reduzir os riscos de rejeição. Hoje, pouco mais de 150 dias após o transplante, ela apresenta boa evolução clínica e segue em recuperação. Um gesto que pode salvar outras famílias A história de Nilvana também reforça a importância da doação de medula óssea. Quando não há compatibilidade familiar, pacientes dependem do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) para encontrar um doador e seguir lutando pela vida. Para Nilvana, sobreviver fez nascer um novo propósito. “Se não fosse a possibilidade do transplante com o meu filho, eu não sei se estaria aqui hoje. Por isso, digo: quem puder, seja doador. Você pode salvar uma vida.” Como é o tratamento da leucemia? O tratamento da leucemia depende do tipo e das condições do paciente. Entre as opções estão: Quimioterapia padrão: ainda é a base do tratamento da maioria dos casos de leucemia. Consiste em medicamentos que destroem as células doentes e impedem sua multiplicação. Pode causar efeitos colaterais importantes, mas é fundamental para levar o paciente à remissão. Terapias-alvo: atuam em mutações genéticas específicas que impulsionam a doença. Por serem direcionadas, tendem a causar menos efeitos colaterais que a quimioterapia convencional e aumentam a chance de resposta em determinados perfis de pacientes. Imunoterapia e células CAR-T e CAR-NK: estimulam o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater as células da leucemia. As chamadas terapias celulares — como CAR-T e CAR-NK — estão em estudo para leucemias mieloides e representam uma das maiores promessas da área. Inibidores de tirosina quinase (ITKs): são medicamentos orais usados principalmente na leucemia mieloide crônica (LMC). Eles bloqueiam uma proteína que funciona como “motor” da doença, permitindo que muitos pacientes tenham qualidade de vida sem necessidade de transplante. Para alguns pacientes, o tratamento inclui o transplante de medula óssea, um tecido esponjoso que fica dentro dos ossos — especialmente no quadril, esterno e costelas — e funciona como a “fábrica do sangue”. A medula óssea produz glóbulos vermelhos (que transportam oxigênio), glóbulos brancos (que defendem contra infecções) e plaquetas (que evitam sangramentos). Nilvana ao lado do Dr. Bouzas e a enfermeira oncológica Lorrana Costa. Arquivo pessoal Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/05/09/filho-doa-medula-para-salvar-mae-com-cancer-agressivo-nova-chance-de-viver.ghtml


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