Empresa de MS é alvo de nova fase da Operação Carbono Oculto contra esquema bilionário de combustíveis

  • 28/05/2026
(Foto: Reprodução)
Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC Uma empresa de Mato Grosso do Sul, localizada em Iguatemi, foi alvo nesta quinta-feira (28) da nova fase da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema criminoso no setor de combustíveis ligado a fraudes fiscais, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Batizada de “Fluxo Oculto”, a ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Receita Federal. Ao todo, foram cumpridos cerca de 60 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo as investigações, o esquema envolvia empresários, operadores logísticos e pessoas usadas como “laranjas” para esconder movimentações financeiras. As autoridades apontam que o grupo continuou atuando mesmo após operações anteriores, demonstrando um alto grau de organização. Esquema usava fintechs e concentrava operações 2ª fase da Operação Carbono Oculto cumpre mandado em MS Receita Federal De acordo com os investigadores, os suspeitos passaram a concentrar as movimentações financeiras de dezenas de postos de combustíveis em poucas contas bancárias para tentar dificultar a fiscalização. Em um dos casos identificados, as operações de 56 postos eram realizadas por meio de uma única conta. Além disso, o grupo teria transferido recursos entre várias fintechs — empresas de tecnologia do setor financeiro — e criado novas empresas para substituir outras já descobertas pelas autoridades. As fintechs investigadas estariam sediadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, considerada um dos principais centros financeiros do país. Ligação com o PCC A investigação também aponta que o esquema tem relação com a chamada “máfia do nafta”, grupo que atua no mercado de combustíveis e que teria entre os beneficiários integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As autoridades afirmam que o grupo movimentou bilhões de reais e usava empresas para ocultar dinheiro obtido de forma ilegal. Mato Grosso do Sul já havia sido alvo em 2025 Essa não é a primeira vez que Mato Grosso do Sul aparece nas investigações da Operação Carbono Oculto. Na fase realizada em agosto de 2025, oito empresas do estado foram alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Sete delas estavam localizadas em Iguatemi e uma em Dourados. Na época, a operação foi considerada uma das maiores do país contra o crime organizado no setor de combustíveis. As investigações apontaram que o grupo criminoso teria sonegado mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. As buscas daquela fase foram realizadas pela Polícia Federal de São Paulo, dentro de uma força-tarefa que atuou em oito estados brasileiros. Máfia do nafta Em outras frentes de atuação na operação de desta quinta-feira, os agentes cumprem mandados contra empresas e pessoas que atuavam na “máfia do nafta” e adulteração de combustíveis. O grupo usava empresas de solventes petroquímicos importados, que possuem tributação muito inferior, para serem vendidos ilegalmente como gasolina automotiva. O prejuízo com a sonegação fiscal é estimado em mais de R$ 200 milhões na diferença tributária contabilizada. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/05/28/empresa-de-ms-e-alvo-de-nova-fase-da-operacao-carbono-oculto-contra-esquema-bilionario-de-combustiveis.ghtml


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