Cachorrinha sai de Campo Grande, cruza oceano e percorre 8 mil km para reencontrar família na Europa
17/04/2026
(Foto: Reprodução) Cachorrinha sai de Campo Grande, cruza oceano e percorre 8 mil km para reencontrar família
Uma cachorrinha de 10 anos enfrentou uma viagem internacional para voltar ao convívio da família em Lisboa, em Portugal. A Yorkshire Ellie saiu de Campo Grande após meses de espera por documentação e protagonizou uma travessia marcada por planejamento, adaptação e cuidado. A viagem durou mais de 20 horas. Veja o vídeo acima.
A responsável pelo transporte foi a empresária Ana Clara Rosa Balbé, dona de uma creche e hospedagem para cães no bairro Tiradentes. Ela acompanhou todo o trajeto e detalhou os bastidores da viagem que ocorreu no começo deste mês.
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Ellie pesa cerca de dois quilos e pôde viajar na cabine, alternando momentos no colo e na caixa de transporte. Antes do embarque, passou por um período de adaptação.
“Ela ficou com a gente por uma semana para se acostumar com a caixa e com o tempo de viagem”, explicou Ana.
Da separação à travessia internacional
Cachorrinha saiu de Campo Grande e foi até Portugal.
Ana Clara/Arquivo Pessoal
A família da cadela se mudou para a Europa há cerca de um ano, mas não conseguiu levar os animais inicialmente por causa das exigências sanitárias e burocráticas. Durante esse período, os cães ficaram em uma fazenda na região de Campo Grande.
Mesmo com a idade avançada de Ellie, os tutores decidiram incluí-la na mudança definitiva.
“Por muito menos as pessoas abandonam. E a gente vê o esforço para levar uma cachorrinha de 10 anos para o outro lado do mundo”, disse Ana.
Documentação e cuidados especiais
O transporte internacional exigiu uma série de documentos, tanto das autoridades brasileiras quanto portuguesas, o que prolongou o processo.
Além da burocracia, a idade da cadela demandou atenção redobrada durante o trajeto.
“A responsabilidade é grande, principalmente por ser uma cachorrinha mais idosa. A confiança da família também pesa muito”, afirmou a empresária.
Treinamento foi essencial para a viagem
Para enfrentar as horas de voo, Ellie passou por um processo de adaptação à caixa de transporte, que é obrigatória em viagens desse tipo.
O método inclui:
alimentação dentro da caixa
uso de brinquedos no espaço
aumento gradual do tempo de permanência
Segundo Ana, a ideia é transformar a caixa em um ambiente seguro para o animal. “Ela passa a ver como um refúgio, não como um lugar de confinamento”, explicou.
Experiência que se repete
Essa não foi a primeira vez que a empresária realizou transporte internacional de pets. Há dois anos, ela levou um cachorro da raça Golden Retriever até Orlando, nos Estados Unidos. Nesse caso, o animal viajou no compartimento de bagagens, o que exigiu cuidados adicionais.
A família de Ellie ainda aguarda a liberação de outro cachorro, também da raça Golden, que segue em processo de documentação para viajar à Europa.
Reencontro marcou o fim da jornada
Cachorrinha viajou para encontrar tutores em Portugal.
Ana Clara/Arquivo Pessoal
A chegada de Ellie a Lisboa encerrou um período de separação e mobilizou a família. “Ver a emoção deles é o mais gratificante”, disse Ana.
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