Bunker subterrâneo escondia drogas em oficina no interior de MS; operação prende 7 suspeitos
29/10/2026
(Foto: Reprodução) Polícia descobre bunker em oficina e prende sete pessoas em MS
A Polícia Civil prendeu sete pessoas nesta quinta-feira (29) durante a Operação Bunker, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, na receptação de caminhonetes de luxo e na lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul.
Segundo a investigação, o grupo transportava, armazenava e distribuía grandes carregamentos de drogas da região de fronteira para os municípios de Caarapó e Dourados. Um dos locais usados pela organização era um imóvel em Caarapó, onde foi construído um compartimento subterrâneo para esconder os entorpecentes.
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A operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e resultou em três prisões em flagrante, além da apreensão de uma arma de fogo e munições. Também foram realizadas buscas em sete endereços e determinado o bloqueio de valores em contas bancárias e aplicações financeiras ligadas aos investigados.
Operação prende sete após descoberta de bunker em oficina de MS
Polícia Civil de MS
Conforme a Polícia Civil, os presos são apontados como integrantes dos núcleos central, logístico e financeiro da organização criminosa.
Oficina escondia depósito subterrâneo de drogas
As investigações identificaram uma estrutura organizada para facilitar o armazenamento e o transporte dos entorpecentes. No imóvel em Caarapó, além do compartimento subterrâneo, funcionava uma oficina mecânica que, segundo a polícia, servia de fachada e apoio às atividades criminosas.
O estabelecimento também seria utilizado para guardar as drogas e preparar, fazer a manutenção ou adaptar os veículos usados no transporte dos carregamentos.
A organização ainda mantinha imóveis alugados em nome de terceiros e familiares. A estratégia, conforme a investigação, ajudava a esconder os responsáveis pelos locais utilizados pelo grupo.
Na parte financeira, o dinheiro era movimentado de forma fracionada por meio de contas de terceiros, familiares e empresas do setor automotivo. A suspeita é que o esquema buscava dificultar a identificação da origem dos recursos e dar aparência legal às transações.
Caminhonetes roubadas eram usadas para transportar drogas
Oficina com depósito subterrâneo de drogas é alvo de operação em MS
Polícia Civil
Outra frente da investigação apurou o uso de caminhonetes Toyota Hilux SW4, veículos de alto valor comercial, no transporte de grandes quantidades de drogas.
Segundo a Polícia Civil, os veículos eram furtados ou roubados, tinham placas e outros sinais de identificação adulterados e passavam a integrar a frota utilizada pela organização criminosa.
A investigação busca identificar os grupos responsáveis por esse tipo de crime em Mato Grosso do Sul, onde houve registros de furtos e roubos desses veículos ao longo de 2026.
Mais de 5,6 toneladas de drogas foram apreendidas
A operação foi resultado de investigações iniciadas após duas apreensões realizadas pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF). A mais recente ocorreu em agosto de 2026.
Ao reunir informações sobre os dois casos, a DEFRON identificou ligações entre as ocorrências e conseguiu apontar suspeitos e funções desempenhadas por integrantes do grupo.
No total, foram apreendidos 5.675,805 quilos de drogas, sendo 5.668,005 quilos de maconha e 7,8 quilos de haxixe marroquino. Três caminhonetes Toyota Hilux SW4 com registro de furto ou roubo e placas falsificadas também foram recuperadas.
Conforme a estimativa da polícia, o valor das drogas e dos veículos apreendidos representa um prejuízo de R$ 12,5 milhões para a organização criminosa.
Justiça determina bloqueio de dinheiro
Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias, contas de pagamento e aplicações financeiras dos principais investigados e de empresas ligadas ao grupo.
A medida foi solicitada pela autoridade policial para reduzir a capacidade financeira da organização e impedir que o dinheiro suspeito de origem criminosa continue sendo movimentado. O objetivo também é permitir que os valores e bens relacionados aos crimes possam ser perdidos em favor do Estado, conforme as decisões judiciais.
A Operação Bunker foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), com apoio do DOF, da 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, dos Setores de Investigações Gerais (SIG) de Caarapó e Fátima do Sul e do Canil da Polícia Militar.
As investigações continuam para identificar outros suspeitos e apurar possíveis conexões entre organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
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